O Projeto Selva Viva iniciou suas atividades em 2005 na cidade de Piranguinho, no estado de Minas Gerais, em 2009 foi transferido para Taubaté, seu atual endereço, localizado na Estrada do Barreiro, N° 7.659, Bairro São Gonçalo, coordenadas -23.077625 e -45.572002.
Por meio de um criador licenciado pelo IBAMA, em 2009 transferiu-se para a cidade de Taubaté, no estado de São Paulo, onde em 2012 deu início ao trabalho de educação ambiental para escolas e a população aos finais de semana.
Em 2016 foi criado o Projeto Selva Viva, transformando-se em um centro de recebimento e tratamento de espécies como invertebrados, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Em 2020 foi finalizada a nova estruturação, toda adaptada a dar melhor qualidade de vida aos animais, assim como uma área nova de exibição visando mostrar um pouco do trabalho desenvolvido e propiciando a continuidade das atividades educacionais, infelizmente interrompidas no início da pandemia.
Com o passar do tempo, o local passou a receber e atender espécies nativas como gatos do mato, jaguatirica, lobo-guará, anta, tamanduá bandeira entre outras espécies ameaçadas de extinção, nativa e endêmica da região). Assim, em 17 de setembro de 2021, o empreendimento recebeu a categoria de Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) com o intuito de recepcionar, triar e destinar os animais silvestres apreendidos em operações de combate ao tráfico, atropelamento em rodovias estaduais e nacionais, bem como, os entregues, voluntariamente, pela população da região do Vale do Paraíba.
As espécies mantidas no projeto são provenientes de entregas voluntárias, resgates em rodovias e propriedades rurais, apreensões oriundas de comércio ou posse ilegal, destinação de outras instituições também licencias nos órgãos ambientais assim como criadores, CETRAS e CETRAS do Ibama.
Muitos animais chegam doentes, maltratados, desnutridos e necessitam passar por um atendimento médico veterinário especializado visando sua recuperação e eventual reintrodução, podendo levar alguns dias ou até mesmo meses.
Os animais que não apresentam condições de reintrodução na natureza são mantidos no projeto.
O tráfico, a captura ilegal de animais silvestres assim como a cruel matança de espécies culturalmente tidas como maléficas ou de causarem azar (mal agouro), como sapos, cobras, corujas, etc. fazem parte de nossas preocupações.
O corpo técnico do Projeto é formado por profissionais experientes ligados às áreas de medicina veterinária, biologia, educação ambiental, manejo e engenharia civil permitindo pleno controle do bem-estar físico, clínico e sanitário dos animais nele acolhidos.
Recebemos, abrigamos, tratamos e sempre que possível reintroduzimos espécies da região em seu habitat natural. E tudo isso tem um custo.
O CETRAS PROJETO SELVA VIVA não recebe verbas públicas ou particulares. É mantido basicamente com a arrecadação de suas atividades de educação ambiental, como visitação, palestras e cursos, além da venda de produtos nas lojas e refeições na lanchonete e restaurante.
Desde que foi criado em 2005 o Projeto acolheu mais de 5.000 animais, realizou soltura de aproximadamente 2.000 espécimes e destinou mais de 1.800 animais, por isso a participação dos visitantes é muito importante.
O Projeto Selva Viva propicia ao mesmo tempo LAZER, CULTURA e DIVERSÃO para toda a família.